ENFOQUES TERRITORIALISTA, SISTÊMICO E INTERDISCIPLINAR COMO REFERÊNCIA EM EXPERIÊNCIAS DE ASSOCIATIVISMO TERRITORIAL

Gladis Maria Bazzani Buhr, Valdir Roque Dallabrida

Resumo


Na perspectiva da sustentabilidade, entende-se que uma estratégia de desenvolvimento territorial precisa atender a três critérios: conceber o território como referência, contemplar uma abordagem sistêmica e atender aos pressupostos da interdisciplinaridade. Propôs-se identificar enfoques teóricos sobre desenvolvimento que melhor contemplem esses critérios, com o fim de avaliar suas possíveis contribuições para o avanço da prática de experiências de associativismo territorial. Optou-se pelos enfoques sobre agroecologia, sistemas agroflorestais e agroalimentares, ecofeminismo, ecomarxismo e economia circular, como mais adequados para orientar tais experiências. Utilizou-se a pesquisa bibliográfica e informações documentais in loco, tomando o caso da Associação Nova Concórdia (ANC) no Oeste Catarinense como campo de observação e análise. No caso da ANC, verificou-se que a iniciativa já abarca algumas características de parte desses enfoques, no entanto, precisa avançar.

Palavras-chave


Abordagens Territorialistas e Sistêmicas sobre Desenvolvimento; Interdisciplinaridade; Associativismo Territorial; Sustentabilidade; Desenvolvimento Territorial.

Texto completo:

PDF

Referências


ABRAMOVAY, R.; BEDUSCHI FILHO, L. C. Desafios para a gestão territorial do desenvolvimento sustentável no Brasil. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ECONOMIA E SOCIOLOGIA RURAL (SOBER), XLI, 2003, Juiz de Fora. Anais... Juiz de Fora, MG: SOBER, 2003.

ALTIERI, M. A. Agroecologia: a dinâmica produtiva da agricultura sustentável. 5.ed. Porto Alegre: Ed. da UFRGS, 2008.

ALTIERI, M. A. Agroecology: the scientific basis of alternative agriculture. Boulder: Westview Press, 1987.

AMBROSINI, L. B.; FILIPPI, E. E.; MIGUEL, L. A. Sial: análise da produção agroalimentar a partir de um aporte territorialista e multidisciplinar. Revista IDeAS: Interfaces em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade, v. 2, n. 1, p. 6-31, jan./jul. 2008.

ANC: ASSOCIAÇÃO NOVA CONCÓRDIA. Estatuto Social Associação Nova Concórdia. Serra Alta, Ouro, SC, 2016.

BOUCHER, F.; REQUIER-DESJARDINS. D. La concentration des fromageries rurales de Cajamarca: enjeux et difficultés d’une stratégie collective d’activation liée à la qualité. In: COLLOQUE SYAL, Montpellier. Actes... Montpellier: GYS SYAL, 2002.

BRÜSEKE, F. J. O problema do desenvolvimento sustentável. In: CAVALCANTI, C. (Org.). Desenvolvimento e natureza: estudos para uma sociedade sustentável. São Paulo: Cortez, 2003. p. 29-40.

CAPORAL, F. R. Agroecologia: uma nova ciência para apoiar a transição a agriculturas mais sustentáveis. Brasília: MDA/SAF, 2009. V. 1.

CAPORAL, F. R.; COSTABEBER, J. A. Agroecologia: alguns conceitos e princípios. Brasília: MDA/SAF/DATER-IICA, 2004.

CAPRA, F. A teia da vida: uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. São Paulo: Cultrix, 1996.

CIRAD-SAR. Département des Systèmes Agroalimentaires et Ruraux. Systemes agroalimentaires localizes: organizations, innovations et developpement local. Proposition D'Animation Scientifique, n. 134, p. 1-27, nov. 1996.

DALLABRIDA, V. R. Teorias do desenvolvimento: aproximações teóricas que tentam explicar as possibilidades e desafios quanto ao desenvolvimento de lugares, regiões, territórios ou países. Curitiba: Editora CRV, 2017.

DALLABRIDA, V. R. Território, governança e desenvolvimento territorial: indicativos teórico-metodológicos, tendo a Indicação Geográfica como referência. São Paulo: LiberArs, 2016.

DALLABRIDA, V. R. Governança territorial: do debate teórico a avaliação da sua prática. Análise Social, v. 50, n. 215, p. 304-328, abr./jun. 2015.

EMF: ELLEN MACARTHUR FOUDATION. Rumo á economia circular: o racional de negócio para acelerar a transição. Cowes, Isle of Wight, 2015. Disponível em: http://www.ellenmacarthurfoundation.org/assets/downloads/Rumo-a%CC%80-economia-circular_Updated_08-12-15.pdf. Acesso em 16 mar. 2017.

EMF: ELLEN MACARTHUR FOUDATION. Towards the circular economy: economic and business rationale for an accelerated transition. Isle of Wight, 2012. v. 1. Disponível em: https://www.ellenmacarthurfoundation.org/publications. Acesso em: 10 jun. 2017.

EMF: ELLEN MACARTHUR FOUDATION. Uma economia circular no Brasil: uma abordagem exploratória inicial. CE100 Brasil, 2017. Disponível em: https://www.ellenmacarthurfoundation.org/ assets/downloads/languages/Uma-Economia-Circular-no-Brasil_Uma-Exploracao-Inicial.pdf. Acesso em: 22 set. 2017.

ENGEL, V. L. Introdução aos sistemas agroflorestais. Botucatu: FEPAF, 1999.

FAZENDA, I. C. A. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade ou ideologias. 5.ed. São Paulo: Loyola, 2002.

JACOBI, P. R. Desenvolvimento e meio ambiente. Anexo 3: formação em ação. Curitiba: Secretaria da Educação do Paraná, 2011. Disponível em: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/formacao_acao/2semestre2017/fa2017_sustentabilidade_DET_anexo3.pdf. Acesso em: 03 out. 2017.

JAPIASSU, H. Interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de Janeiro: Imago, 1976.

LEFF, E. Agroecologia e saber ambiental. Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável, Porto Alegre, v. 3, n. 1, p. 36-51, jan./mar. 2002.

LÖWY, M. Crise ecológica, capitalismo, altermundialismo: um ponto de vista ecossocialista. Interfacehs: Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente, v. 4, n. 3, p. 132-140, set./dez. 2009.

MINAYO, M. C. S. Interdisciplinaridade: funcionalidade ou utopia? Saúde e Sociedade, v. 3, n. 2, p. 42-64, 1994.

FOURNIER, S.; MUCHNIK, J. El enfoque «SIAL» (Sistemas Agroalimentarios Localizados) y la activación de recursos territoriales. Agroalimentaria, v. 18, n. 34, , p. 133-144, enero-junio 2012.

NAIR, P. K. R. An Introduction to agroforestry. Dordrecht/Boston: Kluwer Academic/Publishers in cooperation with International Centre for Research in Agroforestry (ICRAF), 1993.

O’CONNOR, J. Capitalism, nature, socialism: a theoretical introduction. CNS: Capitalism, Nature, Socialism, v. 1, n. 1, p. 11-38, 1988.

SACHS, I. Caminhos para o desenvolvimento sustentável. Rio de Janeiro: Garamond, 2002.

SANTOS, D. Teorias de inovação de base territorial. In: COSTA, J. S.; NIJKAMP, P. (coord.). Compêndio de economia regional. Coimbra: Princípia, 2009. p. 319-352.

SAQUET, M. Por uma geografia das territorialidades e das temporalidades. Uma concepção multidimensional voltada para a cooperação e para o desenvolvimento territorial. 2.ed. rev. ampl. Rio de Janeiro: Consequência, 2015.

SCHNEIDER, S. A abordagem territorial do desenvolvimento rural e sua articulações externas. Sociologias, Porto Alegre, ano 6, n. 11, p. 88-125, jan./jun. 2004.

SCHNEIDER, S.; TARTARUGA, I. G. P. Território e abordagem territorial: das referências cognitivas aos aportes aplicados à análise dos processos rurais. Raízes, Campina Grande, v. 23, n. 1-2, p. 99-116, jan./dez. 2004.

SHIVA, V. Diálogo sobre ecofeminismo. Quito: Instituto de Estúdios Ecologistas del Tercer Mundo, 2010.

SILIPRANDI, E. Ecofeminismo: contribuições e limites para a abordagem de políticas ambientais. Agroecologia e Des. Rur. Sustentável, Porto Alegre, v. 1, n. 1, p. 61-71, 2000.

SILVA, C. L. Desenvolvimento sustentável: um modelo analítico integrado e adaptativo. 2.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006.




DOI: http://dx.doi.org/10.18224/baru.v5i1.7349

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Rodapé - Baru
 

Este obra está licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição Sem Derivações 4.0 CC BY-NC-ND


BARU | Revista Brasileira de Assuntos Regionais e Urbanos | Mestrado em Desenvolvimento e Planejamento Territorial da PUC Goiás | e-ISSN 2448-0460 | Qualis CAPES Preliminar 2019 = B1

Visitantes - (24/08/2017 - 03/12/2019)

Fonte: Google Analytics.