POR ONDE ANDAM OS RIOS DE SALVADOR?

Ana Licks Almeida SIlva, Marcia Maria Couto Mello, Raissa da Matta Almeida

Resumo


A expansão urbana e a densificação desordenada nas cidades, associadas a um sistema de drenagem urbano ineficiente, tem provocado mudanças no ciclo hidrológico, acentuadas por fatores como impermeabilização do solo, descarte inadequado de resíduos sólidos e canalização do escoamento. Todos esses fatores contribuem para uma drástica alteração da paisagem urbana, a exemplo da canalização e do encapsulamento de rios que perderam sua identidade e sucumbiram a um urbanismo predatório. Com foco na modernização dos sistemas de drenagem e na redução de tais impactos, surge uma abordagem sustentável que busca incorporar aspectos da resiliência. Este artigo propõe discutir criticamente a relação da cidade de Salvador e seus rios, analisando a lógica subjacente à drenagem urbana e a logica que subjaz o processo de concepção do planejamento urbano.

Palavras-chave


Rios urbanos; Encapsulamento; Canalização; Resiliência.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18224/baru.v5i2.7856

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