MEMÓRIA, MÍDIA E GRUPOS DISSIDENTES

Rodrigo Follis, Vinícus Aguiar

Resumo


Ao partirmos do conceito de memória, tal como defendido por Halbwachs, argumentaremos que “o grupo faz o indivíduo; o qual não é determinado, mas, também não deixa de ser influenciado” (AUTOR) por seu contexto. Assim, a reconstrução da memória ocorre “a partir de dados ou de noções comuns que se encontram tanto no nosso espírito como no dos outros” (HALBWACHS, 1990, p. 34). Com o avanço dos elementos da cibercultura e através do dinamismo e velocidade dos meios de comunicação, cada vez mais, percebemos que “a religião muda em um processo de adaptação dialógica com o contexto sociocultural, mas, ao mesmo tempo, precisa ter uma aura de continuidade”. E é essa áurea que fornece aos diversos grupos religiosos a formula para a construção de sua memória fundante, a qual vê em um passado remoto o “Éden perdido” que precisa ser restaurado. Através desse arcabouço teórico, discutiremos as mudanças e ressignificações da memória religiosa dentro do adventismo brasileiro. Para tanto, se escolheu analisar uma obra audiovisual cibercultural produzida pelo grupo dissidente MV. Este trabalho discute, através de um estudo documental, o uso midiático do grupo dissidente no contexto do adventismo brasileiro em relação com a religiosidade e com a memória religiosa.

Palavras-chave


Halbwachs; Adventismo; Teologia; Ciências Sociais

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DOI: http://dx.doi.org/10.18224/cam.v16i1.6252

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