INTERAÇÃO E PERFORMATIVIDADE NAS FESTAS JUNINAS

Samuel Ribeiro Zaratim

Resumo


Este texto tem por finalidade fazer reflexões sobre a comunicabilidade nas realizações das festas juninas, a medida que os sentidos do festejar são alicerçados pelos rituais de interação e pelas performatividades dos brincantes na cultura popular. As festas possibilitam o envolvimento comunitário por meio das afetividades, participação e sociabilidades. Nesse contexto, essa análise será estruturada pela teoria interdisciplinar das performances culturais que representa um referencial teórico e metodológico capaz de abarcar a complexidade das experiências vividas pelos participantes das festas juninas. Os estudos das Performances Culturais implicam em envolvimento multidisciplinar, a medida que é capaz de agregar simultaneamente conceitos advindos da antropologia, do teatro, da sociologia, da filosofia, da dança, da música, das artes visuais e tantas outras áreas do conhecimento.

Palavras-chave


Performances Culturais; Ritual; Interação; Cultural Performances; Ritual.

Texto completo:

PDF

Referências


ALBERNAZ, Lady Selma. O Urrou do boi em Atenas: instituições, experiências e influências culturais e identidade no Maranhão. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Universidade Estadual de Campinas, São Paulo, 2004.

AMARAL, Rita de Cássia de M. P. Festa à brasileira: significados do festejar, no país que não é sério. Tese (Doutorado do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 1998.

BAUMAN, Richard. A poética do mercado público: gritos de vencedores no México e em Cuba. In: BAUMAN, Richard. Antropologia em primeira mão. Florianópolis: PPGAS/UFSC, 2008.

BENJAMIN, Walter. O narrador. In: BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1996.

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Reflexões sobre como fazer trabalho de campo. Sociedade e Cultura, v. 10, n. 1, p. 11-27, jan./jun. 2007.

CAMARGO, Robson Corrêa de. Performances culturais: um conceito interdisciplinar e uma metodologia de análise. Goiânia: Ed. da UFG, 2013.

CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. 11. ed. ilust. São Paulo: Global, 2002.

CHIANCA, Luciana. Quando o campo está na cidade: migração, identidade e festa. Sociedade e cultura, Goiânia, v. 10, n.1, p. 45-59, jan./jun. 2007.

CHIANCA, Luciana. Chama que não se apaga. Revista História da Biblioteca Nacional, n. 45, 2009.

FERÁL, Josette. Por uma poética da performatividade: o teatro performativo. Sala Preta, Brasil, v. 8, p. 197-210, nov. 2008. ISSN 2238-3867. Disponível em: < http://www.revistas.usp.br/salapreta/article/view/57370 >. Acesso em: 30 mayo 2018. doi: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2238-3867.v8i0p197-210.

FERNANDES, Silvia. Teatralidade e performatividade na cena contemporânea. Repertório, Salvador, nº 16, p.11-23, 2011.

GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 2008.

GOFFMAN, Erving. A representação do eu na vida cotidiana. Petrópolis: Vozes, 2002.

GOFFMAN, Erving. Ritual de interação: ensaios sobre o comportamento face a face. Tradução de Fábio Rodrigues Ribeiro da Silva. Petrópolis: Vozes, 2011.

HUIZINGA, Johan. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura. São Paulo: Perspectiva, 2001.

LANGDON, Esther Jean. Rito como conceito-chave para a compreensão de processos sociais. In: LANGDON, Esther Jean; PEREIRA, Éverton Luís (Orgs.). Rituais e performances: iniciações em pesquisa de campo. Florianópolis: UFSC/Departamento de Antropologia, 2012. p. 17-22.

LE BRETON, David. Adeus ao corpo: antropologia e sociedade. 4.ed. Campinas, SP: Papirus, 2009.

LE BRETON, David. As paixões ordinárias: antropologia das emoções. Tradução de Luís Alberto Salton Peretti. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.

MASCARENHAS, Fernando. Entre o ócio e o negócio: teses acerca da anatomia do lazer. Tese (Doutorado da Faculdade de Educação Física) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2005.

PEIRANO, Mariza. Rituais como estratégia analítica e abordagem etnográfica. In: PEIRANO, Mariza. O dito e o feito: ensaios de antropologia dos rituais. Riod e Janeiro: Relume Dumará; Núcleo de Antropologia Política/UFRJ, 2002.

SCHECHNER, Richard. Performers e Espectadores: Transportados e Transformados. Revista Moringa Artes do Espetáculo, v. 2, n. 1, 2011.

SCHECHNER, Richard. Performance e antropologia de Richard Schechner. Rio de Janeiro: Mauad, 2012.

TURNER, Victor. Floresta de símbolos: aspetos do ritual Ndembu. Tradução de Paulo Gabriel Hilu da Rocha Pinto. Niterói, RJ: Eduff, 2005.

TURNER, V. Drama, campos e metáforas. Niterói: Eduff, 2008.

VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Perspectivismo e multinaturalismo na América indígena. In: VIVEIROS DE CASTRO, E. A inconstância da alma selvagem. São Paulo: Cosac Naify, 2002.

ZARATIM, Samuel Ribeiro. Quadrilhas juninas em Goiânia: novos sentidos e significados. Dissertação (Mestrado da EMAC) – UFG, Goiânia, 2014.




DOI: http://dx.doi.org/10.18224/frag.v28i3.6675

 

Este obra está licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição Sem Derivações 4.0 CC BY-NC-ND


FRAGMENTOS DE CULTURA | Pontifícia Universidade Católica de Goiás | Instituto de Filosofia e Teologia | Sociedade Goiana de Cultura | e-ISSN 1983-7828 | Qualis B3

Visitantes - (01/01/2006 - 08/11/2018)
País Usuários
Brasil 19.140 - 89,25%
Estados Unidos 732 - 3,41%
Portugal 385 - 1,80%
França 274 - 1,28%
Moçambique 151 - 0,70%
Angola 98 - 0,46%
Índia 59 - 0,28%
Peru 54 - 0,25%
Chile 50 - 0,23%
Total 21.250

Fonte: Google Analytics